Os preços do petróleo subiram cerca de 6% nesta segunda-feira, devido à incerteza sobre as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, depois que a violência explodiu em torno do Estreito de Ormuz.

Os contratos futuros do petróleo Brent subiram US$ 5,10, ou 5,64%, para fechar a US$95,48 o barril. O West Texas Intermediate dos Estados Unidos avançou US$ 5,76, ou 6,87%, para fechar a US$ 89,61.
Ambos os contratos caíram 9% na sexta-feira, registrando suas maiores quedas diárias desde 18 de abril, depois que o Irã disse que a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz estava aberta até o fim do cessar-fogo.
No fim de semana, os EUA apreenderam um navio de carga iraniano que tentou furar o bloqueio e o Irã disse que retaliaria, aumentando os temores de uma retomada das hostilidades.
“A boa vontade que foi gerada na sexta-feira evaporou totalmente”, disse Bob Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho.
Com um cessar-fogo de duas semanas previsto para expirar no final desta semana, as novas hostilidades lançam dúvidas sobre as perspectivas de uma segunda rodada de negociações entre os EUA e o Irã no Paquistão.
O Irã está considerando participar das negociações de paz, disse uma autoridade de alto escalão iraniano à Reuters nesta segunda-feira, mas nenhuma decisão foi tomada.
O ministro das Relações Exteriores do país do Golfo Pérsico, Abbas Araqchi, disse ao ministro paquistanês Ishaq Dar que as “contínuas violações do cessar-fogo” por parte dos EUA são um grande obstáculo para a continuação do processo diplomático, disse um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Irã nesta segunda-feira.
Trump, questionado no fim de semana sobre a chance de uma extensão do cessar-fogo, disse: “Eu não sei. Talvez não. Talvez eu não o prorrogue. Mas o bloqueio vai continuar.”
Apesar da incerteza sobre o cessar-fogo, os analistas observaram que os preços do petróleo estavam fora de máximas observadas no início do conflito no Oriente Médio. “Enquanto não houver uma guerra em grande escala, minha sensação é de que os preços vão baixar lenta mas continuamente”, disse Yawger.
* Reportagem de Nicole Jao em Nova York, Stephanie Kelly em Londres, Florence Tan e Siyi Liu em CingapuraEdição de David Goodman, Nick Zieminski e David Gregorio
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Agência Brasil



