Mortos durante entrada em massa em Ceuta, na Espanha, chega a 57

People waddle through water to enter Spain, and in the background people who just entered Spain return back to Morocco, amid mass crossings of migrants on foot and by sea from Morocco into Spanish territory, in Ceuta, Spain, July 31, 2026. REUTERS/Jon Nazca  REFILE - CHANGES SLUG

Pelo menos 57 pessoas morreram desde quinta-feira (30) ao tentar alcançar a região espanhola de Ceuta a nado a partir de Marrocos. Os dados constam no novo balanço da delegação do governo espanhol na cidade autônoma e a polícia local.

Este número soma-se aos 30 migrantes mortos encontrados até quarta-feira, desde o início do ano.

Segundo os dados compilados pelas agências noticiosas espanholas Europa Press e EFE, chega a 87 o número de migrantes encontrados mortos na costa de Ceuta depois de se terem afogado na tentativa de atravessar a fronteira a partir de Marrocos.

As forças de segurança e os serviços de emergência continuam a localizar corpos de pessoas que se lançaram ao mar a partir da costa marroquina de Castillejos, na tentativa de alcançar a nado a costa de Ceuta.

As autoridades não descartam que o número de mortos aumente nas próximas horas.

O presidente do governo municipal de Ceuta, Juan Jesús Vivas, estimou hoje em 60 mil o número de migrantes que entraram na cidade nas últimas horas, enquanto o governo espanhol aponta para cerca de 50 mil.

Segundo fontes governamentais, cerca de 37, 5 mil pessoas tinham regressado voluntariamente a Marrocos.

Originários da cidade marroquina de Fnideq, que faz fronteira com o enclave espanhol, os migrantes chegaram durante a noite por terra e por mar nos últimos dias, e o fluxo intensificou-se na quinta-feira (30).

Eram, em sua maioria, jovens e adolescentes que atravessavam as altas vedações de arame farpado que marcam a fronteira ou que as contornavam pelo mar.

Alguns dos jovens mal sabiam nadar e usavam boias. Dezenas morreram afogados ao tentar fazerem a travessia.  

Ceuta é um pequeno território de 80 mil habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar. É uma das duas fronteiras terrestres entre a África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.

Nesta sexta-feira (31) pela manhã, milhares de jovens migrantes estavam reunidos nas praias, alguns aquecendo-se à volta de fogueiras, outros adormecidos, sob o olhar atento de um grande número de polícias.

O fluxo migratório teria sido desencadeado por rumores sobre a abertura da fronteira entre Marrocos e Ceuta, espalhados nas redes sociais.

Tanto Espanha como Marrocos atribuíram esta crise migratória em Ceuta a redes de tráfico humano e garantiram a boa cooperação entre os dois países.

*texto ampliado às 14h46

 

Agência Brasil

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