Ronaldo Caiado: “Vamos mostrar que a situação pode ser mudada e que é possível devolver a liberdade à população”
Redação Scriptum
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, apresentou na manhã de segunda-feira (10) o que chamou de “Operação Reconquista – um plano para devolver o Brasil aos brasileiros de bem”. É o programa de segurança pública que ele pretende implementar se for eleito. Caiado detalhou os oito principais itens do programa e em seguida deu entrevista coletiva na sede do partido em São Paulo, apresentando propostas como a criação de legislações específicas para enfrentar o crime organizado, para confiscar os bens de quem matar mulheres, para a redução da maioridade penal e o combate à corrupção política. O candidato também anunciou que irá convidar o promotor de Justiça Lincoln Gakiya para o comando do Ministério da Segurança Pública, que ele pretende criar como presidente do Brasil.
Veja aqui a apresentação do plano de segurança de Caiado
No evento, que teve a presença do candidato a vice-presidente da chapa, Gilberto Kassab, e outras lideranças do partido, Caiado explicou que a “Operação Reconquista” tem por objetivo recuperar o controle sobre territórios atualmente dominados pelo crime organizado, reconquistar a confiança da população na justiça e na possibilidade de viver com segurança.
Segundo ele, os brasileiros deixaram de acreditar que segurança é um direito, “acostumaram-se à falta de tranquilidade, a conviver com as denúncias de corrupção, com a violência contra mulheres, mas nós vamos mostrar que a situação pode ser mudada e que é possível devolver a liberdade à população”.
Caiado lembrou que foi isso o que aconteceu ao longo de suas gestões à frente do Governo de Goiás, que era um dos Estados mais violentos do País no início de sua primeira gestão e, desde então, teve quedas expressivas, superiores a 90%, nos índices de criminalidade. “Hoje, Goiás é o Estado mais seguro do Brasil, com 86% de esclarecimento de crimes, enquanto a Bahia, por exemplo, tem 14%”, citou.
Um dos pontos do plano destacados pelo candidato do PSD foi a criação de uma lei de terrorismo doméstico para enquadrar milícias e organizações criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital).
A criação de uma polícia integrada com membros das forças de segurança do Brasil e países vizinhos, chamada por ele de SulPol, seria, segundo Caiado, inspirada na Europol, agência da União Europeia para a cooperação policial.
Ao anunciar que vai convidar o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Estado de São Paulo, para ser ministro de Segurança Pública, Caiado destacou suas qualidades. “Ele é hoje um homem que não tem liberdade nem para ele nem para a família, mas, pela coragem, pelo entendimento, é a pessoa mais determinada no combate ao crime organizado no Brasil”, afirmou Caiado.



