SENAI oferece formação e especialização em energia eólica com certificação internacional

No Brasil, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) é uma das instituições credenciadas para oferecer cursos de formação e especialização na área de energia eólica com certificação da Global Wind Organisation (GWO).

A organização dinamarquesa, criada por fabricantes, proprietários e operadores do setor, estabelece os padrões mundiais de segurança e competência técnica para quem atua na construção, instalação, operação e manutenção de parques eólicos. Atualmente, no Rio Grande do Norte e no Ceará, o SENAI já disponibiliza três dos cinco treinamentos reconhecidos pela GWO.

Entre as certificações reconhecidas internacionalmente estão o Basic Safety Training (BST) e o Basic Technical Training (BTT), exigidas por empregadores do setor de energias renováveis em diversos países, inclusive no Brasil. No país, o Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), no Rio Grande do Norte, foi pioneiro na rede SENAI na oferta desses treinamentos. A instituição oferece o BST desde 2021 e, a partir de 2026, passará a ser a primeira unidade do SENAI a disponibilizar o BTT.

Já no Ceará, o SENAI é a única instituição que oferecerá o curso Blade Repair, voltado ao reparo de pás eólicas, no Centro de Excelência para Transição Energética Prof. Jurandir Picanço, localizado no SENAI Barra do Ceará, em Fortaleza.

“Isso significa que a expertise teórica e prática do SENAI, aliada a nossa infraestrutura de laboratórios, atende aos requisitos do padrão global da GWO. Estamos formando profissionais aptos a atuar em qualquer lugar do mundo, mas principalmente na indústria eólica brasileira”, afirma o superintendente de Educação Profissional e Superior do SENAI, Felipe Morgado.

Com base em dados de portais especializados, acordos sindicais e plataformas de inteligência de mercado, a média salarial de técnicos que atuam no setor de energia eólica no Brasil fica entre R$ 6 mil e R$ 6,5 mil por mês, em valores brutos. Profissionais iniciantes recebem, em geral, de R$ 4,5 mil a R$ 5,2 mil, já com o adicional de periculosidade previsto em lei, enquanto técnicos mais experientes podem ultrapassar R$ 8,5 mil e chegar a R$ 11 mil, refletindo a alta demanda por mão de obra qualificada no segmento.

A estratégia da instituição é ampliar a oferta de certificações para até dez estados, tendo a Bahia como o próximo estado a integrar a rede de treinamento certificado.

FIERN

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