Presidente da Venezuela anuncia “aumento responsável” de salários

Venezuela's interim president Delcy Rodriguez applauds as she delivers her first annual address to the nation at the National Assembly, following the U.S. strike in Caracas that resulted in the capture of President Nicolas Maduro and his wife, Cilia Flores, in Caracas, Venezuela, January 15, 2026. REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou que o governo fará um “aumento responsável” na renda dos trabalhadores em 1º de maio. Ela não informou o índice de reajuste.

O salário mínimo básico da Venezuela está em 130 bolívares por mês desde março de 2022, o equivalente a apenas alguns centavos de dólar, embora muitos funcionários públicos ganhem mais por meio de bônus e outros pagamentos que podem elevar sua renda mensal para cerca de US$ 150.

“Nossa meta imediata, de médio e longo prazo, é restaurar de forma constante e gradual a renda dos trabalhadores por meio do crescimento produtivo nos setores de hidrocarbonetos e mineração, que geram receita imediata assim que a recuperação da produção ocorre”, disse Delcy na TV estatal.

“Nossa meta imediata, de médio e longo prazo, é restaurar de forma constante e gradual a renda dos trabalhadores por meio do crescimento produtivo nos setores de hidrocarbonetos e mineração, que geram receita imediata assim que a recuperação da produção ocorre”, disse Delcy na TV estatal.

Ela observou que o aumento salarial levará em conta os impactos sobre a inflação e que a Venezuela continuará “avançando nesse caminho” à medida que se beneficie de mais recursos.

Delcy Rodriguez repetiu o apelo para acabar com as sanções dos Estados Unidos (EUA) contra o país sul-americano.

Os dois países têm mantido relações mais próximas desde que os EUA capturaram o presidente Nicolás Maduro, em um ataque a Caracas no início deste ano. Desde então, o governo Trump tem trabalhado com Delcy e busca expandir sua presença nos setores de petróleo e mineração da Venezuela.

A presidente venezuelana, que apoiou as recentes medidas legislativas para permitir mais investimentos privados e estrangeiros em ambos os setores, disse que o governo criaria uma comissão para determinar os ativos considerados estratégicos para o Estado e que qualquer pessoa que solicitasse a privatização da empresa estatal de petróleo PDVSA ficaria desapontada.

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Agência Brasil

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