Quando entrar em campo neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), para encarar Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos), Alisson estará oficialmente em um grupo seleto na história da seleção brasileira. Ele se tornará apenas o terceiro goleiro a ser titular do Brasil em três Copas do Mundo, igualando-se a Gylmar dos Santos Neves (1958, 1962 e 1966) e Taffarel (1990, 1994 e 1998).

“Se pudesse dizer uma somente uma palavra, seria ‘honra’. Estar junto destes grandes nomes é um privilégio. Quando criança, sonhava estar aqui, era uma realidade distante. Mas quero também entrar no grupo dos campeões [pelo Brasil], junto dos outros 25 convocados”, disse o arqueiro do Liverpool (Inglaterra), em entrevista coletiva no The Ridge, hotel de Nova Jersey em que a delegação verde e amarela está concentrada.
Alisson tem justamente Taffarel como treinador de goleiros na seleção brasileira e referência pessoal e profissional. Eles também trabalharam juntos no Liverpool entre 2021 e 2025, além de serem revelados pelo mesmo clube, o Internacional.
“Uma das lembranças mais vivas [de Copas do Mundo] é a da semifinal contra a Holanda [em 1998] e uma brincadeira do meu pai. Quando o Taffarel pegou o pênalti [da classificação], ele pegou um bolo e enfiou na própria cara [risos]”, recordou o atual camisa 1 do Brasil.
“É um privilégio trabalhar com o Taffarel. Ele sempre foi um ídolo e uma inspiração, não só minha, mas de tantos brasileiros que quiseram ser goleiros. As crianças da minha geração gritavam ‘Taffarel’ quando jogavam para o gol. É um cara muito importante, como mentor mesmo”, completou.
Outro integrante da comissão a quem Alisson não poupou elogios foi o próprio técnico Carlo Ancelotti. O arqueiro destacou a chegada do italiano em meio às turbulências do ciclo da Copa do Mundo, com atuações irregulares dentro de campo, trocas de treinadores e até mesmo de presidentes na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
“[Ancelotti] Tem inteligência para escolher as palavras no momento certo. Um grande gestor, com ideias claras de futebol. Vejo nele alegria e gratidão por ser técnico da seleção brasileira, mesmo já sendo um cara multicampeão. Desde a chegada, o ambiente foi transformado. Ele carrega uma presença muito forte, cria um ambiente focado em trabalho, sem polêmicas”, descreveu o goleiro.
“[Ancelotti] Tem inteligência para escolher as palavras no momento certo. Um grande gestor, com ideias claras de futebol. Vejo nele alegria e gratidão por ser técnico da seleção brasileira, mesmo já sendo um cara multicampeão. Desde a chegada, o ambiente foi transformado. Ele carrega uma presença muito forte, cria um ambiente focado em trabalho, sem polêmicas”, descreveu o goleiro.
O discurso sobre o treinador coincide com o pensamento de Alisson a respeito de críticas às atuações nos Mundiais anteriores e o ponto de vista de que a seleção brasileira não chega à edição deste ano como favorito. O camisa 1 disse que cobranças, justas ou não, fazem parte do futebol e do peso de representar o único país pentacampeão do mundo.
“O torcedor quer títulos. Pude experimentar isso conquistando uma Copa América [em 2019], mas nada se compara a vencer uma Copa pela seleção brasileira. Acho que as críticas vêm por isso também, de não termos vencido em outras oportunidades. Mas ninguém vai me criticar mais do que eu mesmo”, avaliou o arqueiro.
“O torcedor quer títulos. Pude experimentar isso conquistando uma Copa América [em 2019], mas nada se compara a vencer uma Copa pela seleção brasileira. Acho que as críticas vêm por isso também, de não termos vencido em outras oportunidades. Mas ninguém vai me criticar mais do que eu mesmo”, avaliou o arqueiro.
“Você tem que escolher como vai lidar com as dificuldades da vida. Eu prefiro aprender com o passado e seguir em frente. E temos uma grande possibilidade pela frente”, concluiu.
Agência Brasil




