
Uma parceria entre os Observatórios da Indústria do Rio Grande do Norte e da Bahia rendeu um estudo sobre o impacto e relevância do setor de Petróleo e gás no estado potiguar. A iniciativa surgiu de uma demanda da petroleira baiana PetroRecôncavo, que tem atividades nos dois estados. Na última sexta-feira (17), o assessor técnico do Observatório da Indústria do RN, Pedro Albuquerque, e o economista João Lucas Dias apresentaram os resultados do estudo na sede da Federação das Indústrias da Bahia (FIEB), em Salvador.
De acordo com o assessor técnico, a parceria é um avanço para os trabalhos do Observatório potiguar. “Concretiza um novo passo do Observatório do RN, que é essa atuação para o mercado privado, buscando entregar projetos e consultorias”, afirma Albuquerque. “A ideia era entregar esse produto com dados e informações socioeconômicas do petróleo e gás no RN e o resultado foi muito satisfatório para todas as partes”, completa.

Para Thobias Silva, coordenador do Observatório da Indústria da Bahia, a parceria com o Observatório da Indústria potiguar possibilitou entregar o estudo com maior precisão. “Fomos contratados pela PetroRecôncavo para fazer um estudo do impacto econômico das atividades de petróleo e gás no RN, então fizemos contato com o Observatório do RN para essa parceria de trabalho.”
“O objetivo do estudo é mostrar o impacto e a relevância do setor no Rio Grande do Norte, mas também das atividades empresa e o seu raio de influência na região Oeste Potiguar”, acrescenta Tobias.
A PetroRecôncavo iniciou as operações no Rio Grande do Norte em 10 de dezembro de 2019, com a conclusão da primeira transação do Projeto Topázio, parte do programa de desinvestimento de ativos terrestres da Petrobras, iniciado em 2016. O polo está estrategicamente localizado a 50 km ao sul de Mossoró e abrange uma área significativa da Bacia Potiguar.
Os campos já atingiram uma produção histórica conjunta superior a 17.000 barris/dia de óleo e 900.000 metros cúbicos/dia de gás natural, extraídos de mais de 700 poços. A empresa vem reativando poços parados, reabrindo zonas, perfurando novos poços, desenvolvendo projetos de injeção de água e modernizando as instalações de superfície.
FIERN




