OMS e CDC África lançam plano de resposta ao surto de ebola na região

Red Cross workers wearing personal protective equipment (PPE) carry a coffin with the dead body of a child who died of Ebola, as aid agencies intensify efforts to contain a new Ebola outbreak involving the Bundibugyo strain in Mongbwalu, Djugu Territory, Ituri province, Democratic Republic of Congo, May 24, 2026. The child's parents remain at the isolation centre at the Mongbwalu General Referral Hospital. REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África, vinculado à União Africana, anunciaram nesta sexta-feira (5) um plano conjunto de reposta continental ao surto de ebola iniciado na República Democrática do Congo. O país registrou mais de 100 casos suspeitos da doença e houve 48 mortes.

O plano tem duração de junho a novembro de 2026 e pretende arrecadar 518 milhões de dólares para ajudar os países africanos e parceiros a agilizarem a preparação, detecção e resposta ao surto.

A proposta complementa os planos nacionais divulgados pela República Democrática do Congo e Uganda. O objetivo é unificar e fortalecer a resposta dos países do continente em temas como coordenação de emergência, vigilância, testagem laboratorial, prevenção e controle da infecção, cuidados clínicos, engajamento comunitário, pesquisa, logística e apoio a serviços essenciais de saúde.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, defendeu que a única forma de vencer o surto é por meio de uma parceria sob a liderança dos países afetados e um esforço unificado de coordenação.

“Conter o ebola depende de compromisso político, financiamento contínuo e da confiança e participação das comunidades. Este plano coloca as comunidades no centro, porque, sem sua participação, o rastreamento de contatos falha, o atendimento seguro é atrasado e a transmissão continua”.

“Conter o ebola depende de compromisso político, financiamento contínuo e da confiança e participação das comunidades. Este plano coloca as comunidades no centro, porque, sem sua participação, o rastreamento de contatos falha, o atendimento seguro é atrasado e a transmissão continua”.

O diretor-geral do CDC África, Jean Kaseya, alertou que o ebola se move rápido, e que a África precisa agir mais rápido.

“Este plano conjunto oferece ao continente um caminho claro para agir com rapidez e unidade: salvar vidas, apoiar os países afetados e proteger as comunidades vizinhas”.

“Este plano conjunto oferece ao continente um caminho claro para agir com rapidez e unidade: salvar vidas, apoiar os países afetados e proteger as comunidades vizinhas”.

A proteção de populações vulneráveis, o fortalecimento da colaboração nas fronteiras e o apoio para que os países respondam rapidamente a novos casos são considerados focos do plano.

Como não há vacinas ou tratamentos específicos para o ebola causado pelo vírus Bundibugyo, o plano traça medidas para aumentar a resiliência dos sistemas de saúde mesmo que os países se encontrem em emergências sanitárias agudas. A implementação das medidas já começou nos países afetados e naqueles de maior risco.

Enquanto intensificam o apoio à República Democrática do Congo para conter o surto, a OMS e o CDC África pedem que os Estados-membros fortaleçam a triagem e as medidas de saúde pública nos pontos de entrada. Também há o apelo para que intensifiquem a coordenação e solidariedade transfronteiriças, de modo a apoiar uma resposta ao surto baseada em evidências, eficaz e realizada em tempo oportuno.  

O plano também enfatiza a necessidade de manter a mobilização e o apoio para lidar com outras emergências de saúde em curso, como a do mpox, da cólera e do sarampo.

*Com informações da Organização Mundial da Saúde.

Agência Brasil

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