Obra requalificou prédio do IML da capital de Pernambuco
Edição Scriptum
A gestão da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), entregou na terça-feira (25) a requalificação do prédio do Instituto Médico Legal (IML) do Recife, na região central da capital pernambucana. A obra teve como objetivo recuperar a estrutura do imóvel e oferecer condições mais adequadas para o funcionamento do serviço, que opera de forma ininterrupta.
As mudanças também buscam melhorar a recepção das famílias que chegam ao local em momentos marcados pela perda de parentes. Segundo o Governo de Pernambuco, o prédio apresentava um quadro avançado de deterioração antes da intervenção, resultado da falta de manutenção preventiva e de acompanhamento técnico. As condições comprometiam a funcionalidade, a segurança e a salubridade do espaço.
Durante a entrega, o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, destacou a mudança nas condições oferecidas à população. “A entrega da requalificação do IML Recife representa um marco de dignidade, tanto para a nossa equipe, mas, principalmente, para a população que busca atendimento em um momento tão delicado. Transformamos um espaço que antes deixava as famílias expostas ao calor e à chuva em um ambiente moderno e climatizado”, afirmou.
Doações
As mudanças estruturais também foram planejadas para apoiar o Projeto Reviver, iniciativa desenvolvida por meio de uma parceria entre a Secretaria de Defesa Social, a Secretaria Estadual de Saúde e a Central de Transplantes de Pernambuco.
A proposta do projeto é estimular a doação de tecidos oculares a partir de uma abordagem humanizada com familiares de pessoas que morreram. O atendimento ocorre justamente em um momento de luto, o que torna o acolhimento uma das principais preocupações da iniciativa.
Segundo André Bezerra, coordenador da Central de Transplantes de Pernambuco, a nova estrutura deverá contribuir para tornar esse contato menos doloroso para os familiares. “O Projeto Reviver vem para dar essa oportunidade às famílias nesse momento de sofrimento. Agora, com um espaço de acolhimento mais adequado e menos doloroso, conseguimos amenizar um pouco o impacto que elas sentem. Essas pessoas serão entrevistadas por profissionais devidamente treinados e, ao final do atendimento, será oferecida à família a oportunidade de permitir que outras pessoas voltem a enxergar”, explicou.



