Com a proximidade do dia 18 de maio, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) alerta para o aumento expressivo da violência sexual contra crianças e adolescentes. Dados do Disque 100 apontam que, nos primeiros quatro meses de 2026, foram registradas mais de 32,7 mil violações — um salto de quase 50% em relação ao ano anterior.
O cenário é preocupante, pois a maioria dos abusos ocorre dentro do próprio ambiente doméstico e é cometida por pessoas próximas às vítimas.
Para enfrentar essa realidade, o governo tem aprimorado seus canais de denúncia e ferramentas de inteligência. Além do atendimento gratuito e anônimo do Disque 100, foi implementada uma Unidade de Resposta Audível (URA) específica para o público infantojuvenil e está previsto o lançamento do Formulário Araceli. Essa nova ferramenta visa acelerar o encaminhamento das denúncias aos órgãos de proteção, transformando os registros em dados estratégicos para romper ciclos históricos de violência de forma mais célere.
Em paralelo, o MDHC investe no fortalecimento dos Conselhos Tutelares e na qualificação de profissionais por meio da ENDICA e do programa Equipa DH+. O combate se estende também ao ambiente digital, com a criminalização do cyberbullying e operações especializadas da Polícia Federal contra o abuso online.
O objetivo central dessas frentes articuladas, que unem repressão policial e educação em direitos humanos, é consolidar uma rede de proteção integral que retire as vítimas da invisibilidade e garanta segurança efetiva em territórios vulneráveis.




