Segundo Caiado, educação precisa ser tratada como prioridade
Edição Scriptum
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, defendeu na segunda-feira (24) que a melhoria da mobilidade social está diretamente relacionada ao aumento de investimentos na área da educação. Em encontro promovido pelo Comunitas, organização voltada ao fortalecimento da gestão pública brasileira, o ex-governador de Goiás afirmou ainda que “a falta de responsabilidade fiscal com o País está levando a uma desestruturação empresarial a patamar jamais visto”.
No evento, que também teve a participação do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), Caiado ressaltou que “nós fomos garroteados com desequilíbrio total hoje, com a taxa de juros que vem inviabilizando todo mundo, chegando em todas as famílias”.
Em sua opinião, o País só terá condição de melhorar a mobilidade social se investir cada vez melhor na educação. “O Brasil não teve mobilidade social porque não teve educação de qualidade e nem movimentação na área de profissionalização dos nossos jovens”, disse.
De acordo com ele, esse é um “ponto chave” para “mudar o perfil da população brasileira”. Destacou que, “é exatamente fazendo com que cada município, cada Estado se preocupe, junto com o governo federal, em poder fazer uma criança no seu segundo ano de ensino fundamental saber ler e escrever interpretar”.
“A educação é responsabilidade do prefeito, do governador e do presidente da República. Todos esses três têm que ter esse pacto de responsabilidade com a educação. Esse é o fator determinante do Brasil não ter hoje mobilidade social. O que significa isso? Sair da condição de pobreza e ter chance amanhã de atingir patamares maiores.”
Segundo Caiado, esse pacto precisa “fazer da educação uma prioridade”. “Precisamos avançar nesse patamar. Não é por falta de dinheiro, é por falta de gestão”, disse.
Durante o encontro, o candidato do PSD reafirmou também que os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), estarão com ele em um eventual governo. “Eduardo Leite estará comigo governando o País. Isso não é questão de compromisso com ele, é questão de bom senso em avaliar o que ele fez no Rio Grande do Sul e com as dificuldades que ele enfrentou com cinco períodos de estiagem, com enchentes”, afirmou. “Eu não abro mão da presença dele, muito menos da presença do Ratinho Junior, que são exemplos hoje pelo que fizeram nos seus Estados”.


