Esta sexta-feira (31) entra para a história da caicoense Mayara Costa, que conquistou o título de Doutora em Psicobiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), coroando anos de dedicação à ciência com uma pesquisa de grande impacto para a saúde pública.
Desenvolvido em parceria com o Instituto Santos Dumont (ISD), o estudo de Mayara investiga como o exercício de pedalar influencia a atividade cerebral e melhora a marcha de pessoas com Doença de Parkinson, uma das doenças neurodegenerativas que mais desafiam a medicina e a reabilitação.
Em sua tese, a pesquisadora utilizou a eletroencefalografia (EEG) para analisar a atividade elétrica do cérebro antes, durante e após a pedalada. O objetivo foi compreender os mecanismos neurais responsáveis pela melhora da marcha observada após o exercício físico.
Os resultados apontam que, durante a pedalada, o padrão de atividade cerebral e o desempenho motor dos participantes se aproximam do chamado período “ON” da medicação, fase em que os sintomas do Parkinson ficam mais controlados. A pesquisa fortalece o papel da atividade física como uma importante ferramenta na reabilitação neurológica e abre novas perspectivas para o desenvolvimento de tratamentos cada vez mais personalizados.
A tese integra diferentes áreas do conhecimento, como neurociência, fisiologia do exercício, biomecânica da marcha e reabilitação neurológica, consolidando-se como uma contribuição relevante para a ciência brasileira.
Filha de Margareth Costa e José Willame, irmã de Matheus, esposa de Modesto e mãe de Lenin, Mayara celebra uma conquista que vai muito além do título acadêmico. Sua trajetória representa o poder da educação, da pesquisa e da perseverança, inspirando novas gerações de jovens pesquisadores.
O novo título enche de orgulho sua família, amigos e toda a cidade de Caicó, que vê uma de suas filhas contribuir diretamente para o avanço da ciência e para a melhoria da qualidade de vida de milhares de pessoas.
A conquista de Dra. Mayara Costa reafirma que o conhecimento produzido no Rio Grande do Norte pode ultrapassar fronteiras, transformar vidas e fortalecer a esperança de um futuro com tratamentos cada vez mais eficazes para pessoas que convivem com a Doença de Parkinson.



