Brasil x Haiti: Os perigos que o adversário pode trazer

A Seleção Brasileira enfrenta o Haiti nesta sexta-feira (19), às 21h30, pela segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, e apesar do favoritismo amplo, os haitianos têm qualidades que podem dificultar a vida do time de Dorival Júnior.

O principal ponto de atenção é a intensidade física. No primeiro jogo da Copa, contra a Escócia, o Haiti mostrou entrega total em campo, com jogadores que correm, dividem e desarmam com vigor. O lateral brasileiro Douglas Santos reconheceu a qualidade do adversário: “É uma seleção que tem uma intensidade forte. Tem se mostrado seleção muito qualificada.”

Outro risco é a retranca. O Brasil já demonstrou dificuldades para furar blocos defensivos fechados, e um time recuado tira os espaços de Vini Jr. e Raphinha. A jogada aérea seria uma alternativa, mas o Brasil também não é forte nesse quesito, e Igor Thiago, o centroavante mais alto do elenco, foi mal na estreia.

Não se engane com o nome: o Haiti tem um time experiente, com a maioria dos titulares atuando na Europa, em clubes da França, Inglaterra, Holanda e Suíça. Vale destacar o zagueiro Adé, que joga na LDU e disputou a semifinal da Libertadores de 2025 contra o Palmeiras.

Por fim, a velocidade no contra-ataque é uma arma perigosa. Quando recupera a bola, o Haiti avança rapidamente e cria situações de perigo. A zaga brasileira precisará de atenção redobrada, especialmente no lado direito, onde Danilo deve atuar após a atuação abaixo do esperado de Ibañez na estreia.

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