O Brasil deve enfrentar uma semana marcada por contrastes climáticos entre calor intenso e volumes expressivos de chuva em diferentes regiões do país. A previsão é válida entre os dias 20 e 27 de abril de 2026, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Climatempo.
De acordo com o Informativo Meteorológico nº 16/2026 do Inmet, os maiores acumulados de chuva devem se concentrar nas regiões Norte, Nordeste e Sul, enquanto as temperaturas mais elevadas estão previstas para o Centro-Oeste, especialmente no sul de Mato Grosso e centro-norte de Mato Grosso do Sul, áreas sob aviso de onda de calor.
Na Região Norte, estados como Roraima, Amazonas e Pará podem registrar mais de 100 milímetros de chuva ao longo da semana, com destaque para o oeste amazonense. Já no Nordeste, o litoral norte — especialmente Maranhão, Piauí e Ceará — também pode atingir volumes semelhantes em pontos isolados. Em contrapartida, áreas entre a Paraíba e o Recôncavo Baiano devem ter precipitações mais moderadas, em torno de 40 mm.
No Centro-Oeste, a previsão indica pouca chuva, com volumes de até 40 mm no norte de Mato Grosso e apenas pancadas isoladas no Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul. No Sudeste, incluindo estados como São Paulo e Rio de Janeiro, há possibilidade de chuvas pontuais no litoral, mas sem grande impacto no acumulado semanal.
Já na Região Sul, a formação de um sistema de baixa pressão deve provocar instabilidades mais intensas, especialmente no Rio Grande do Sul, onde há risco de temporais, rajadas de vento, raios e até granizo. O oeste gaúcho pode acumular mais de 100 mm de chuva nos primeiros dias da semana. Em Santa Catarina, a chuva tende a ser mais fraca, enquanto o Paraná deve ter tempo mais estável.
Além das chuvas, o país também enfrenta uma nova onda de calor. Segundo a Climatempo, entre os dias 20 e 26 de abril, o Brasil entra na segunda onda de calor do outono, com possibilidade de se estender até o fim do mês. O fenômeno deve atingir principalmente áreas do Sudeste e Centro-Oeste, incluindo partes de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Nessas regiões, as temperaturas podem ficar ao menos 5 °C acima da média para o período, caracterizando a onda de calor conforme critérios da Organização Meteorológica Mundial. Campo Grande deve ser a única capital diretamente inserida na área mais crítica do fenômeno.
Ainda segundo a Climatempo, outras capitais como Cuiabá, Goiânia e Brasília devem registrar calor intenso, embora fora dos critérios técnicos de onda de calor. Já cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba terão tardes quentes, mas sem persistência suficiente para caracterizar o fenômeno.
A combinação de altas temperaturas e baixa umidade do ar também acende o alerta. Em algumas áreas, os níveis de umidade podem cair abaixo dos 30%, aumentando o desconforto térmico e exigindo atenção redobrada com hidratação e saúde.




