Trump diz que supervisão da Venezuela pelos EUA pode durar anos

U.S. President Donald Trump addresses House Republicans at their annual issues conference retreat, at the Kennedy Center, renamed the Trump-Kennedy Center by the Trump-appointed board of directors, in Washington, D.C., U.S., January 6, 2026. REUTERS/Kevin Lamarque

Os Estados Unidos (EUA) podem supervisionar a Venezuela e controlar sua receita de petróleo por anos, disse o presidente norte-americano, Donald Trump, em entrevista publicada nesta quinta-feira (8).

Em matéria que The New York Times descreveu como uma entrevista abrangente, de duas horas, o jornal disse que Trump também pareceu retirar uma ameaça de tomar medidas militares contra a Colômbia, vizinha da Venezuela. Trump convidou o líder esquerdista colombiano, que ele havia chamado anteriormente de “homem doente”, para visitar Washington.

“Só o tempo dirá” por quanto tempo os EUA supervisionarão a Venezuela, disse Trump. Quando perguntado pelo jornal se seriam três meses, seis meses, um ano ou mais, Trump disse: “Eu diria que muito mais tempo”.

“Só o tempo dirá” por quanto tempo os EUA supervisionarão a Venezuela, disse Trump. Quando perguntado pelo jornal se seriam três meses, seis meses, um ano ou mais, Trump disse: “Eu diria que muito mais tempo”.

“Vamos reconstruí-la de forma muito lucrativa”, disse Trump sobre a Venezuela, para onde enviou tropas a fim de prender o presidente Nicolás Maduro em um ataque noturno em 3 de janeiro.

“Vamos usar petróleo e vamos obter petróleo. Estamos baixando os preços do petróleo e vamos dar dinheiro à Venezuela, de que necessitam desesperadamente.”

“Vamos usar petróleo e vamos obter petróleo. Estamos baixando os preços do petróleo e vamos dar dinheiro à Venezuela, de que necessitam desesperadamente.”

Trump acrescentou que os EUA estão “se dando muito bem” com o governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, uma leal a Maduro de longa data que atuou como vice-presidente do líder deposto.

O Times disse ainda que Trump se recusou a responder a perguntas sobre por que havia decidido não dar o poder à oposição na Venezuela, que Washington já havia considerado o vencedor legítimo de uma eleição em 2024.

Trump revelou na terça-feira um plano para refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano que estavam presos na Venezuela sob o bloqueio dos EUA.

“Eles estão nos dando tudo o que achamos necessário”, disse Trump, referindo-se ao governo venezuelano.

Ele se recusou a comentar quando perguntado se havia conversado pessoalmente com Rodríguez.

“Mas Marco fala com ela o tempo todo”, disse ele, referindo-se ao secretário de Estado, Marco Rubio. “Posso lhe dizer que estamos em constante comunicação com ela e com o governo.”

“Mas Marco fala com ela o tempo todo”, disse ele, referindo-se ao secretário de Estado, Marco Rubio. “Posso lhe dizer que estamos em constante comunicação com ela e com o governo.”

O jornal disse que seus repórteres foram autorizados a participar de uma ligação telefônica entre Trump e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, desde que o conteúdo da ligação não fosse registrado.

Em publicação nas mídias sociais, Trump disse: “Foi uma grande honra falar com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que ligou para explicar a situação das drogas e outros desentendimentos que tivemos. Apreciei sua ligação e seu tom e espero encontrá-lo em futuro próximo”.

Petro descreveu a ligação, sua primeira com Trump, como cordial.

No domingo (4), Trump ameaçou uma ação militar contra a Colômbia, chamando Petro de “um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la para os EUA, e ele não vai fazer isso por muito tempo”.

O Times disse que a ligação telefônica de Trump com Petro durou cerca de uma hora e “pareceu dissipar qualquer ameaça imediata de ação militar dos EUA”.

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Agência Brasil

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