O pesquisador Giovanny Oliveira, do Laboratório de Sustentabilidade do ISI-ER, embarca em junho para programa internacional de formação voltado a jovens talentos com estudos ligados à transição energética
O pesquisador Giovanny Oliveira, 29, do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), vai participar do Tsinghua-Envision China-Brazil Summer Training Camp 2026, programa internacional de formação realizado na China para jovens talentos com estudos ligados à transição energética.
Oliveira desenvolve pesquisas no Laboratório de Sustentabilidade do ISI-ER, incluindo sua tese de doutorado sobre valorização de biomassas por meio da tecnologia de Recirculação Química.
O programa na China, observa ele, busca formar futuros líderes técnicos com competências profissionais e visão global em áreas relacionadas à transição energética, incluindo biocombustíveis, conversão de biomassa, biomanufatura verde, combustível sustentável de aviação (SAF), hidrogênio verde e captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS).
Programação
As atividades serão realizadas entre os dias 13 de junho e 11 de julho, com carga horária dividida entre aulas teóricas e visitas técnicas a instituições e instalações de referência nas áreas de bioenergia, hidrogênio verde, inovação tecnológica e sustentabilidade.
“A participação no curso será uma oportunidade para confirmar tendências das tecnologias que estudamos atualmente no ISI-ER e também expandir o horizonte para soluções que ainda não trabalhamos, avaliando a viabilidade delas no longo prazo para o Brasil”, destaca o pesquisador.
A iniciativa é promovida de forma conjunta pela Universidade Tsinghua e pela empresa Envision Energy. O público-alvo inclui estudantes de mestrado e doutorado, além de pesquisadores vinculados a universidades e instituições de pesquisa brasileiras. Nesta edição, foram selecionados 20 participantes.
Além de Oliveira, outros dois pesquisadores do SENAI, dos estados do Rio de Janeiro e de Santa Catarina, assim como representantes da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), da UFF (Universidade Federal Fluminense), da UNESP (Universidade Estadual Paulista), da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), integrarão o grupo.
O roteiro prevê visitas técnicas a instituições como o Envision Chifeng Zero-carbon Hydrogen Industrial Park, parque industrial voltado à produção de hidrogênio verde e soluções de baixo carbono; o Tsinghua-Ordos Laboratory, dedicado a pesquisas em transição energética e tecnologias de baixo carbono; e o Zhejiang University National Key Laboratory of Bio-based Transportation Fuel Technology, referência em combustíveis renováveis para transporte e combustível sustentável de aviação.
Também fazem parte da programação visitas à Envision Energy; à Guangzhou Langkun Environmental Technology Co., Ltd., voltada a soluções ambientais e economia circular; e ao China-LAC Technology Transfer Center, centro de cooperação tecnológica entre China, América Latina e Caribe.
“A Universidade de Tsinghua é uma das principais instituições do mundo nas áreas de transição energética, CCUS e descarbonização industrial, enquanto a Envision Energy está entre as líderes globais em tecnologias verdes e soluções para a transição energética”, afirma Oliveira.
O pesquisador destaca ainda a relação das instituições visitadas com a área de Recirculação Química, tema de sua pesquisa de doutorado. “Tanto a Universidade de Tsinghua quanto a Universidade de Zhejiang participaram de um grande projeto a nível mundial, em uma cooperação entre China e Europa voltada ao desenvolvimento da maior planta de Recirculação Química do mundo atualmente, com capacidade de 3 Megawatts térmicos (MWth). Ter a oportunidade de visitar essas instituições e interagir com as equipes será extremamente importante para compreender os desafios técnicos, políticos, econômicos e ambientais envolvidos na implantação da planta e também para pensar em futuras cooperações internacionais na área”, acrescentou ele.
O diretor do SENAI-RN e do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis, Rodrigo Mello, lembra que a participação no programa está alinhada ao Plano de Internacionalização do Instituto, em vigor desde 2022, com o objetivo de impulsionar o intercâmbio de pesquisadores, criar e expandir mercados para a instituição fora do Brasil.
“Nós temos diversas iniciativas voltadas à troca de experiências entre nossos pesquisadores e instrutores com instituições internacionais da Europa, América do Norte e Ásia. O pesquisador que irá participar deste programa, na China, embora muito jovem, já é um profissional de referência no Brasil no assunto beneficiamento de biomassa voltado à produção de combustíveis avançados e tenho convicção de que esta será mais uma experiência bem-sucedida, contribuindo para enriquecer nosso ambiente de trabalho, pesquisa e desenvolvimento de soluções para a sociedade e para empresas que atuam com combustíveis avançados, recirculação química e CCUS, entre outras áreas”, disse o diretor.
SOBRE O ISI-ER
O Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) é a principal referência do SENAI no Brasil em Pesquisa Aplicada, Desenvolvimento & Inovação para indústrias de energias renováveis e, no Nordeste brasileiro, também lidera iniciativas da instituição para soluções de sustentabilidade voltadas à transição energética.
Inaugurado oficialmente em 2021, no Rio Grande do Norte, o Instituto é parte da maior rede de ciência e tecnologia para o setor industrial no país – composta por 28 Institutos SENAI de Inovação (ISIs).
A equipe é formada por mestres, doutores e técnicos em áreas como engenharia (mecânica, civil, elétrica, química e naval), meteorologia, oceanografia, geografia e tecnologia da informação.
O portfólio abrange estudos, tecnologias e marcos inéditos nacionalmente, como a primeira planta-piloto offshore do Brasil a receber licença prévia do Ibama.
A atuação, hoje, envolve oito áreas estratégicas: Energia eólica, Energia solar, Sustentabilidade, Hidrogênio, Combustíveis avançados, Economia azul, Meio Ambiente e Geointeligência.
Texto e foto: Renata Moura
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