
O júri popular do policial militar reformado acusado de matar o instrutor de treinos Paulo Henrique Araújo da Silva foi iniciado na manhã desta segunda-feira (4), no Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal.
A sessão teve início por volta das 9h e, devido a obras no prédio, o acesso ao plenário ficou restrito apenas a partes envolvidas no processo e familiares.
Paulo Henrique tinha 33 anos quando foi morto, no dia 29 de abril de 2022, após uma briga de trânsito.
A acusação relata que Paulo Henrique trafegava de motocicleta com a namorada pela ponte de Igapó quando houve uma colisão com um carro onde estavam um sargento da PM, sua esposa e filho. A discussão decorrente da colisão continuou até o bairro Nordeste, onde Paulo Henrique foi baleado e morreu.
O policial militar responde ao processo em liberdade, acusado de homicídio duplamente qualificado.
A esposa do réu, também policial militar, chegou a ser acusada pelo Ministério Público por supostamente dar cobertura ao marido, mas o juiz entendeu que não havia provas suficientes para levá-la a julgamento.
Paulo Henrique deixou três filhos, com 17, 8 e 6 anos. A mãe da vítima declarou que convive com o sofrimento desde a morte do filho e faz tratamento psicológico.
Do lado de fora do fórum, policiais, familiares e amigos do réu realizaram uma manifestação pedindo a absolvição, exibindo faixas, cartazes e camisetas em apoio.
A defesa alegou que o sargento agiu em legítima defesa, justificando o comportamento agressivo por parte da vítima.
Durante o julgamento, cinco testemunhas serão ouvidas — uma pela acusação e quatro pela defesa. Também está programado o interrogatório do réu e os debates entre as partes.
O júri começou com o sorteio dos jurados, formando um conselho de sentença composto por três mulheres e quatro homens.
A previsão é que o julgamento seja concluído ainda nesta segunda-feira.
Créditos: g1 RN



