Cuba responde a ameaça de Trump declarando que não se intimidará

Solar panels are installed on the roof of a building housing the Board of Trustees of the House of the Hebrew Community of Cuba, as Cubans grapple with an ongoing energy crisis exacerbated by fuel shortages, Havana, Cuba February 19, 2026. REUTERS/Norlys Perez

O governo cubano afirmou hoje que não se deixará intimidar, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado tomar o controle da ilha “quase de imediato”.

“Nós, cubanos, não nos deixamos intimidar. A resposta decidida do povo e o seu apoio à Revolução foram demonstrados de forma massiva neste 1º de Maio”, escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, nas redes sociais.

O chefe da diplomacia reagiu às declarações feitas na sexta-feira (30) por Trump, que afirmou que “tomará o controle” de Cuba “quase de imediato”, embora tenha acrescentado que primeiro pretende terminar o “trabalho” que começou no Irã, para então deslocar o porta-aviões USS Abraham Lincoln novamente para o mar do Caribe.

Para Rodríguez, as declarações constituem uma “nova ameaça clara e direta de agressão militar” e elevam a pressão contra Cuba “a níveis perigosos”.

O ministro acusou ainda Trump de agir “sem outro pretexto que não seja o desejo de satisfazer elites minúsculas que lhe prometem lealdade eleitoral e financeira”, em uma referência à comunidade cubano-americana no Sul da Florida.

Na sexta-feira, a administração Trump reforçou também as sanções contra Cuba, com medidas dirigidas a setores centrais da economia da ilha, incluindo energia, defesa, mineração e serviços financeiros.

Segundo a nova ordem executiva, qualquer pessoa ou empresa que opere nesses setores ou faça negócios com o governo cubano poderá ver os seus ativos nos Estados Unidos totalmente bloqueados.

Também esta semana, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, acusou Cuba de permitir a presença, em seu território, de serviços de informações de “adversários” dos Estados Unidos, afirmando que a administração Trump não irá tolerar essa situação.

O Senado norte-americano rejeitou, na terça-feira (28), uma proposta democrata para limitar eventuais operações militares que Trump possa ordenar contra Havana.

Desde janeiro, a Presidência norte-americana intensificou a pressão sobre Cuba com um bloqueio petrolífero, enquanto o chefe de Estado sugeriu em várias ocasiões a necessidade de uma mudança de regime na ilha.

Ontem, o governo cubano transformou as celebrações do 1º de Maio em uma demonstração de apoio ao regime, centrando as palavras de ordem na defesa da soberania nacional e da independência perante a crescente pressão dos Estados Unidos.

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Agência Brasil

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