Paralisação de médicos afeta atendimentos de média e alta complexidade no RN

Teve início nesta segunda-feira (27) a paralisação dos médicos que atuam nos serviços de média e alta complexidade no Rio Grande do Norte. O movimento impacta diretamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) regulados pelo Estado, com suspensão de procedimentos.

De acordo com os profissionais, a decisão foi motivada pelo atraso de cerca de seis meses no pagamento de uma das parcelas que compõem a remuneração. Segundo a categoria, o último repasse referente a essa parte foi realizado em agosto.

A paralisação não atinge pacientes atendidos pelo município de Natal, já que, segundo os médicos, os repasses da Prefeitura e do Ministério da Saúde estão em dia. O problema estaria relacionado apenas à parcela que deveria ser paga pelo Governo do Estado.

Apesar de os contratos serem vinculados à Secretaria Municipal de Saúde, existe um termo de cooperação que prevê complementação financeira por parte do Estado. Em reunião realizada na última sexta-feira (24), com participação do Ministério Público, representantes estaduais reconheceram a dívida e sinalizaram a possibilidade de pagamento referente aos meses de setembro, outubro e novembro até o dia 5 de maio.

Os profissionais, no entanto, afirmam que não participaram do encontro e aguardam um posicionamento oficial antes de avaliar uma possível suspensão do movimento.

Entre os serviços afetados estão unidades como o Hospital do Coração, Incor, Hospital Varela Santiago e a Liga Contra o Câncer, no atendimento a pacientes de média e alta complexidade que não são da capital.

A situação segue em acompanhamento e pode impactar o fluxo de atendimentos em todo o estado enquanto não houver acordo entre as partes.

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