Concurso PF: Lula assina portaria para convocar mil excedentes

A convocação de mil excedentes do concurso PF está garantida! O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que autoriza a convocação nesta quarta-feira, 22.

O Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) já havia assinado a proposta que autoriza a nomeação de mil candidatos aprovados além das vagas imediatas. A pendência era a assinatura de Lula.

Agora, o documento foi encaminhado para a publicação do decreto no Diário Oficial da União.

De acordo com a exposição de motivos enviada ao presidente, a medida busca reforçar o efetivo da corporação diante do cenário crítico de pessoal e da crescente demanda por atuação policial no país.

O texto do decreto prevê a convocação de mil aprovados excedentes, ou seja, fora das vagas iniciais do edital.

A distribuição segue o que já vinha sendo discutido internamente:

O decreto também estabelece que as nomeações dependerão da existência de vagas e da confirmação de disponibilidade orçamentária. Veja AQUI o anúncio de Lula!

A justificativa para o avanço do processo está diretamente ligada ao cenário atual da Polícia Federal.

Segundo documentos técnicos do próprio governo, o efetivo da corporação não acompanhou o aumento da demanda por serviços, especialmente em áreas como combate ao crime organizado, crimes financeiros e delitos cibernéticos.

Além disso, a Polícia Federal tem enfrentado uma redução no número de servidores ao longo dos últimos anos, o que reforça a necessidade de reposição imediata.

A própria nota técnica do MGI destaca que o pedido envolve o provimento excepcional de mil cargos, com base no aproveitamento do cadastro de reserva do concurso em andamento.

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Com a possível autorização dos excedentes, o concurso PF deve atingir um número histórico de convocações.

Atualmente, o planejamento do governo prevê:

Com isso, a seleção pode superar 2.500 nomeações ao todo, conforme já indicado pelo Ministério da Gestão em tratativas recentes.

Esse quantitativo se aproxima do total de cargos vagos na área Policial, que já ultrapassa 2,5 mil postos, segundo dados oficiais da corporação.

A estratégia do governo e da Polícia Federal é utilizar os aprovados do concurso vigente para suprir o déficit atual, evitando a necessidade de um novo edital no curto prazo.

A corporação já informou que há candidatos suficientes no cadastro de reserva, para preencher todas as vacâncias existentes.

Publicado em 2025, o edital do concurso da Polícia Federal trouxe a oferta de mil vagas imediatas para cargos da área Policial, com oportunidades para:

Para concorrer a todos os cargos era necessário ter o diploma de nível superior e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) a partir da categoria “B”.

Nos cargos de agente, escrivão e papiloscopista, foram aceitos diplomas em qualquer área de formação.

Já para o cargo de delegado, era exigido bacharelado em Direito e comprovação de três anos de atividade jurídica ou policial.

No caso do perito criminal federal, foi exigido curso superior em áreas específicas, determinadas no edital.

Os aprovados para os cargos de agente, escrivão ou papiloscopista terão iniciais de R$14.164,81. Já para os cargos de delegado e perito criminal, os ganhos serão de R$26.800 mais benefícios.

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