As atividades são realizadas em três diferentes Centros do Fraunhofer, incluindo o Instituto Fraunhofer de Engenharia de Interfaces e Biotecnologia IGB, em Straubing
Pesquisadores do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) participam, nesta semana, de uma série de workshops sobre biorrefinarias, no Instituto Fraunhofer, na Alemanha – maior organização de pesquisa aplicada da Europa e uma das líderes mundiais na área.
Projetos que envolvem combustíveis sintéticos são o ponto de conexão entre os institutos. “A ideia é somar as competências para desenvolvermos projetos em conjunto”, diz a pesquisadora e coordenadora de projetos do ISI-ER na área, Fabiola Correia.
Tema central da programação, a biorrefinaria é uma unidade industrial que converte, de forma sustentável, biomassa (matéria orgânica vegetal ou animal) em uma ampla gama de bioprodutos, incluindo biocombustíveis, energia (calor/eletricidade), produtos químicos e materiais.
No Rio Grande do Norte, na sede do ISI-ER, o Laboratório de Hidrogênio e Combustíveis Avançados – uma planta-piloto pioneira no Brasil – foi implantado com esse objetivo.
Segundo o Instituto Fraunhofer, o foco da capacitação é a transferência de conhecimento e o intercâmbio de experiências em temas estratégicos relacionados a biorrefinarias.
“Por meio desses workshops, esperamos fortalecer as competências técnicas orientadas à bioeconomia de todos os envolvidos, criar vínculos e, por fim, identificar temas para projetos colaborativos internacionais relevantes para a competitividade das indústrias brasileira e alemã”, informou o Instituto, em carta-convite enviada ao ISI-ER.
Daniel Lira (primeiro à esquerda na imagem) e Fabiola Correia (de vermelho), do ISI-ER, participam da programação como convidados. Na Imagem, eles aparecem com pesquisadores do Instituto Fraunhofer e do ISI de Engenharia de Polímeros
A pesquisadora Fabiola Correia e o pesquisador Daniel Lira participam como convidados na programação, que também reúne pesquisadores do Instituto SENAI de Inovação em Engenharia de Polímeros, do Rio Grande do Sul.
Nesta quarta-feira (22), eles fizeram as apresentações “Produção de H2 e Syngas por recirculação química, a partir de biomassa” e “Rotas tecnológicas para produção de combustíveis sintéticos”, em que abordaram a experiência no Rio Grande do Norte. Amanhã, no encerramento do evento, também apresentam “scale-up para processos de produção de combustíveis sintéticos”, baseados nos trabalhos que têm desenvolvido no estado.
A capacitação teve início na terça-feira (21) e inclui workshops sobre bioprocessos avançados para conversão de biomassa, rotas avançadas de biorrefinaria a partir de recursos renováveis e scale-up, ou escalonamento de biorrefinarias e processamento avançado de biomassa.
As atividades são realizadas em três diferentes Centros do Fraunhofer: Instituto Fraunhofer de Engenharia de Interfaces e Biotecnologia IGB, em Stuttgart, Instituto Fraunhofer de Engenharia de Interfaces e Biotecnologia IGB, em Straubing e CBP – Centro Fraunhofer de Processos Químico-Biotecnológicos, em Leuna.
“O foco é a troca de conhecimento dos processos de produção de combustíveis sintéticos e bioprodutos. Além disso, é de extrema importância para nós a discussão sobre scale-up, que precisa de um conhecimento profundo dos processos, por ser mais complexo, e aprender com quem já faz é muito válido”, destaca Correia.
O treinamento, segundo o Fraunhofer, está inserido em um contexto de colaboração entre os Institutos SENAI e o Fraunhofer IGB.
SOBRE O ISI-ER
O Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) é a principal referência do SENAI no Brasil em Pesquisa Aplicada, Desenvolvimento & Inovação para indústrias de energias renováveis e, no Nordeste brasileiro, também lidera iniciativas da instituição para soluções de sustentabilidade voltadas à transição energética.
Inaugurado oficialmente em 2021, no Rio Grande do Norte, o Instituto é parte da maior rede de ciência e tecnologia para o setor industrial no país – composta por 28 Institutos SENAI de Inovação (ISIs).
A equipe é formada por mestres, doutores e técnicos em áreas como engenharia (mecânica, civil, elétrica, química e naval), meteorologia, oceanografia, geografia e tecnologia da informação.
O portfólio abrange estudos, tecnologias e marcos inéditos nacionalmente, como a primeira planta-piloto offshore do Brasil a receber licença prévia do Ibama.
A atuação, hoje, envolve oito áreas estratégicas: Energia eólica, Energia solar, Sustentabilidade, Hidrogênio, Combustíveis avançados, Economia azul, Meio Ambiente e Geointeligência.
Texto: Renata Moura
Fotos: Divulgação ISI-ER
FIERN




