Quase 8 mil pessoas morreram ou desapareceram tentando migrar em 2025

.Pessoas a bordo do barco de resgate da ONG Proactiva Open Arms Uno olham para o barco da guarda costeira indo para a ilha de Lampedusa, no mar Mediterrâneo central, Itália.
19/08/2022
REUTERS/Juan Medina/Foto de arquivo

Cerca de 8 mil pessoas morreram ou desapareceram em rotas migratórias no ano passado, sendo as rotas marítimas para a Europa as mais mortais e muitas vítimas perdidas em “naufrágios invisíveis”, informou nesta terça-feira (21) a Organização Internacional para as Migrações (OIM), da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Esses números testemunham nosso fracasso coletivo em evitar essas tragédias”, disse Maria Moita, que dirige o departamento humanitário e de resposta da OIM, em entrevista em Genebra.

“Esses números testemunham nosso fracasso coletivo em evitar essas tragédias”, disse Maria Moita, que dirige o departamento humanitário e de resposta da OIM, em entrevista em Genebra.

Embora o número de 7.904 pessoas mortas ou desaparecidas tenha caído em relação ao recorde histórico de 9.197 em 2024, a organização disse que isso se deveu em parte a 1.500 casos suspeitos que não foram verificados devido a cortes na ajuda.

Mais de quatro em cada dez mortes e desaparecimentos ocorreram em rotas marítimas para a Europa. Muitos casos foram os chamados “naufrágios invisíveis”, em que barcos inteiros se perdem no mar e nunca são encontrados, disse a OIM em novo relatório.

A rota da África Ocidental para o norte foi responsável por 1.200 mortes, enquanto a Ásia registrou número recorde de mortes, incluindo centenas de refugiados Rohingya que fugiam da violência em Mianmar ou da miséria em campos de refugiados lotados em Bangladesh.

“As rotas estão mudando em resposta a conflitos, pressões climáticas e mudanças de políticas, mas os riscos ainda são muito reais”, disse a diretora-geral da OIM, Amy Pope, em comunicado. “Por trás desses números estão pessoas que fazem viagens perigosas e famílias que ficam esperando por notícias que talvez nunca cheguem.”

“As rotas estão mudando em resposta a conflitos, pressões climáticas e mudanças de políticas, mas os riscos ainda são muito reais”, disse a diretora-geral da OIM, Amy Pope, em comunicado. “Por trás desses números estão pessoas que fazem viagens perigosas e famílias que ficam esperando por notícias que talvez nunca cheguem.”

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Agência Brasil

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