Trump critica Leão XIV e diz que ele é “terrível em política externa”

U.S. President Donald Trump pumps his fist after disembarking Air Force One at Palm Beach International Airport in West Palm Beach, Florida, U.S., February 27, 2026. REUTERS/Elizabeth Frantz

Ao comentar as críticas do papa Leão XIV sobre as ações dos Estados Unidos (EUA) no Irã e na Venezuela, o presidente Donald Trump afirmou que o papa é “terrível em política externa” e pediu que ele deixe de agradar a esquerda radical.

“O papa Leão é fraco em relação ao crime e péssimo em política externa”, escreveu ele, nesse domingo (12) à noite, na rede Truth Social, da qual é proprietário, numa longa mensagem em que apela ao religioso para que se concentre “em ser um grande papa, não um político”, porque “está prejudicando a Igreja Católica”.

“Não quero um papa que ache que está bem o Irã ter arma nuclear. Não quero um papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito”, declarou.

Além disso, Trump sugeriu que Leão XIV foi eleito papa porque era estadunidense, pensaram que seria a melhor forma de lidar com o republicano, e pediu que ele seja grato. 

“Leão devia se dar ao trabalho de ser papa, usar o bom senso, deixar de agradar a esquerda radical e concentrar-se em ser um grande papa, não um político”, disse o presidente.

“Prefiro muito mais o seu irmão, Louis, do que ele, porque Louis é totalmente Maga [Make America Great Again], o lema da campanha de Trump). Ele compreende isso, e o Leão não”, acrescentou.

Neste quase primeiro ano de pontificado, embora sempre num tom muito cauteloso, Leão XIV denunciou alguns riscos da política global, lamentou guerras como a do Irã e pediu a garantia da soberania da Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro.

No sábado (11), no Vaticano, o papa apelou aos governantes do mundo para conterem toda a “demonstração de força” e “sentarem-se à mesa do diálogo e da mediação”, e embora não tenha mencionado casos concretos, essa mensagem coincidiu com as negociações entre os Estados Unidos e o Irã no Paquistão.

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Agência Brasil

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