Quando a cultura do excesso faz mal à saúde

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Ter na sua rotina uma quantidade adequada de vitaminas é essencial, e muitas pessoas conseguem através do consumo regular de uma variedade de alimentos de todos os grupos alimentares. Porém, aqueles que não conseguem ter uma dieta variada recorrem à suplementação de vitaminas. Presume-se que em países desenvolvidos mais de um terço da população adulta utiliza suplementos vitamínicos por conta própria.
O que uma pequena parcela não sabe, e que o uso indiscriminado desses suplementos vitamínicos podem gerar riscos à saúde, alerta a Coordenadora do curso de Farmácia da UNINASSAU Natal, Letícia Streck. “O que é visto como medida preventiva acaba representando à saúde. Ingerir vitaminas em excesso, sem o acompanhamento de uma profissional especializado, pode fazer mais mal do que bem. Pode gerar uma sobrecarga renal e até mesmo intoxicação, principalmente por vitaminas ditas lipossolúveis (exemplos: A, D, E e K)”, explica a farmacêutica.
Até mesmo a vitamina C, muitas vezes tida como um aliado contra resfriados e imunidade baixa, deve ser ingerida de forma responsável. A ingestão em doses elevadas pode acarretar cólicas, dores abdominais, dores de cabeça, intoxicação e até mesmo pedras nos rins. Estudos apontam que a vitamina C fortalece as células tumorais de um paciente de câncer, enfraquecendo por muitas vezes os efeitos de tratamentos como a quimioterapia.
A suplementação de vitaminas deve sempre ser feita com a orientação de especialistas após análise de exames do paciente.  “Existem recomendações de suplementação para alguns grupos específicos, como o de mulheres antes e durante a gestação, por exemplo”, completa Letícia.