Pesquisas avançam e fortalecem novos cultivos de frutas no RN

Pesquisas avançam e fortalecem novos cultivos de frutas no RN

O Brasil é o maior produtor de maracujá do mundo, com produção anual que supera um milhão de toneladas. Cultura típica de regiões com altitudes mais elevadas, o cultivo da fruta ganha espaço entre pequenos produtores do interior do Rio Grande do Norte, graças ao avanço em pesquisas, já atuante em culturas mais tradicionais e o suporte técnico oferecido por entidades como o Sebrae estadual.

Em termos de pesquisa, uma dessas experiências exitosas foi apresentada em Mossoró, nesta terça-feira (3), no II Simpósio Potiguar de Fruticultura, realizado pelo Sebrae no Rio Grande do Norte em parceria com Universidade Federal Rural do Semiárido e Comitê Executivo de Fitossanidade do Rio Grade do Norte (Coex). O evento segue até a próxima quinta-feira, 5, e debate temáticas relevantes da fruticultura, por meio de oficinas, palestras, minicursos e mesas redondas.

Trata-se da técnica de enxertia, que está ajudando a reduzir as perdas precoces nos pomares de maracujá, causadas pela Fusaryose, doença provocada por fungo de solo, comum à cultura. A pesquisa, desenvolvida por pesquisadores da Ufersa, descobriu que no maracujá selvagem existe acesso tolerante ao fungo causador da Fusaryose.

Com isso, ao enxertar muda do maracujá amarelo (comercial) na árvore selvagem, é possível evitar que a planta contaminada morra precocemente. Após aplicação da técnica de enxertia, o tempo de vida da planta passa de oito meses para até quatro anos.

Wllana Dantas

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