Psicanalista faz uma análise comportamental do massacre em Suzano

Psicanalista faz uma análise comportamental do massacre em Suzano

O psicanalista Francisco Santos fez uma análise mais profunda sobre o comportamento dos dois homens que realizaram um massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, município do interior de São Paulo. Em entrevista ao #GSV, da Rádio Povo FM, nesta quinta-feira (14), o fato de ser arquitetado choca mais por deixar pensativo que o fato possivelmente possa a vir acontecer em outros espaços, também por adolescentes.

O que chama a atenção que o fato ocorreu pelo sentimento de ódio, já que nós vivemos nesta cultura desde o descobrimento do Brasil. A partir dos conflitos, o sentimento se instala e chega a um momento de pico onde ele é extravasado de alguma maneira. O humor do bullying fomenta o ódio quanto mais a linguagem ou a piada estiver próxima de uma realidade que precisa ser encoberta. Quanto mais se aproxima de uma realidade que não pode ser reconhecida, o ódio vem com uma resposta violenta, com agressividade

“O problema começa quando essa aliança sádica passa a ser um instrumento para o exercício de poder, humilhação e dominação. Nesse caso, rir do outro humilhado, ainda que para não entrar em contato com o próprio traço de fragilidade, passa a ser uma perigosa ferramenta de exercício de intolerância e ódio’, explicou.

O psicanalista ainda alertou para a atenção que os pais devem ter as mudanças comportamentais dos seus filhos. Mesmo que você seja uma mãe ou pai atento, muitas vezes não é fácil saber se seu filho tem um problema comportamento típico da puberdade.

“Esteja aberto para ouvir seus filhos. A opinião deles também é importante. Isso estreita a relação entre vocês e aumenta o ambiente de proteção. Se deseja que eles respeitem seu ponto de vista, também escute e reflita sobre os deles”, frisou.

 

Wllana Dantas

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