Após a decisão do governo de Cuba de romper a parceria com o Mais Médicos, os profissionais cubanos devem deixar o Brasil até o fim do ano. O Conselho Nacional de Secretarias Municipais (Conasems) foi informado, pela embaixada de Cuba, que os profissionais devem começar a sair do país em dez dias. Mais de 8 mil médicos cubanos devem deixar o país.

A Conasems também lamentou, em nota conjunta com a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), a interrupção da parceria (leia a íntegra mais abaixo). Segundo as entidades, a rescisão repentina “aponta para um cenário desastroso em, pelo menos, 3243 municípios”.

Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), cerca de 28 milhões de brasileiros podem ficar sem assistência básica de saúde se não houver substituição rápida dos profissionais. O presidente da CNM, Glademir Aroldi afirma na nota que, segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), 1575 municípios são atendidos apenas por médicos cubanos, e que 80% dessas localidades têm até 20 mil habitantes.