Jane, Dayse, Meryeli e Lucivânia – Foto: TV Kurtição

O Dia Nacional de Combate ao Preconceito à Pessoa com Nanismo foi lembrando neste mês de outubro e o Programa Chacon na TV, da TV Kurtição tratou sobre o tema com uma mãe e outras duas mulheres que possuem a deficiência. A serranegrense Dayse Azevedo falou da descriminação por parte de algumas pessoas e da lição de vida absorvida por sua filha de sete anos que transmite amor e humanidade.

Indagada sobre a convivência com outras crianças na escola, a mãe disse que é tranquila e não existe qualquer tipo de discriminação. “O tamanho não importa e sim o que ela carrega dentro do coração. Se ela carregar coisas boas ela será a menina maior do mundo”, destacou Dayse.

O tamanho também não é problema para a agente comunitária de saúde Jane Olinda que reside em Serra Negra e realiza o seu trabalho em sete comunidades rurais. Sobre a absorção de algum tipo de preconceito, ela relatou que não dá atenção para isso e segue sua vida de maneira honesta e como qualquer outra pessoa. “O que falta nas pessoas é uma educação dentro das famílias com relação a acabar com qualquer tipo de preconceito a cerca do nanismo. Outro dia uma pessoa que me viu na rua me perguntou se eu era do circo e eu em bom som respondi que não, mas que eu era agente de saúde, atleta, técnica em enfermagem e estou fazendo um curso de costura, quer mais? Nós não servimos apenas para circo”, pontuou.

A estudante do IFRN Lucivânia Carluce que reside em São José do Seridó,  sempre lidou com a questão do nanismo de uma forma bem humorada onde carrega o apelido carinhoso de “Niquinha”. No entanto, não ficou livre das chacotas ou outro tipo de avaliação por parte de algumas pessoas. Emocionada, ela disse que muitas pessoas indagavam se ela queria ser mãe e ela não entedia o porquê da dúvida. Lucivânia é casada com uma pessoa de estatura normal e teve um filho também de estatura normal.