A mídia nacional destaca que três meses após o fim da greve dos caminhoneiros, os brasileiros ainda pagam a conta do movimento que parou o País por dez dias e interrompeu a recuperação da economia. Os fretes aumentaram até 160% para alguns produtos; a inflação subiu 1,62 ponto porcentual de maio para cá; e até os motoristas, que fizeram inúmeras exigências para liberar as estradas, continuam insatisfeitos. O resultado é uma redução de até R$ 48 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) deste ano e uma ruptura na confiança – que vinha se recuperando lentamente.

A alta de apenas 0,2% na economia no segundo trimestre do ano, divulgada na sexta-feira, é um retrato desse cenário de deterioração pós-greve. Na avaliação de economistas, os reflexos deverão aparecer também no terceiro trimestre, que continuará em ritmo mais lento. “O principal prejuízo foi a quebra de confiança do empresariado, que resultou na paralisação de investimentos”, afirmaram os economistas da consultoria 4E Bruno Lavieri e Giulia Coelho.