Uma simples mensagem que parte de um número desconhecido convidando para uma conversa pode ser uma armadilha para que o usuário seja vítima de golpes, roubo de dados ou ameaças. Esse mecanismo de ação, conhecido como “Momo”, que já levou a morte um menino de 9 anos no Recife, quase fez mais uma vítima. Uma adolescente de 13 anos cortou o próprio pulso em Jaboatão dos Guararapes, também no Estado de Pernambuco, após ameaças enviadas por uma rede social.

De acordo com a Delegacia de Polícia de Crimes Contra a Criança e Adolescentes e Atos Infracionais, as mensagens diziam que se a menina não se machucasse, sua família morreria. No momento em que a jovem se feria, sua mãe estava em casa e a impediu de continuar, segundo o jornal “Extra”.

No Rio Grande do Norte é grande o número de mensagens de alerta em grupos de WhatsApp sobre os perigos relacionados ao desafio da Momo. Repetindo o funcionamento do jogo Baleia Azul, que viralizou no ano passado, no caso da Momo, uma imagem feminina de cabelos pretos, aparência cadavérica e olhos bem grandes manda a vítima fazer os mais variados desafios, que podem chegar ao pedido de enforcamento e de suicídio.

Além disso, quando os usuários caem na armadilha e aceitam o contato, seu número de celular, sua foto e suas demais informações disponíveis no perfil do aplicativo ficam acessíveis para o administrador do perfil da Momo. A Organização Não Governamental (ONG) Safernet Brasil vem acompanhando os desdobramentos sobre mais esse suposto desafio. A ONG publicou uma nota em seu site reconhecendo que proibir o acesso a internet, confiscar celular e monitora.