Todo mundo sabe e há um consenso que diz: criamos os filhos para o mundo. Ainda assim, muitos pais – na maioria das vezes as mães – sofrem com a saída dos filhos de casa. De acordo com o psicanalista Francisco Santos todo mundo deve ter a experiência de ficar só, para dar o devido valor as coisas ao seu redor. Quando o adolescente resolve sair de casa e ele se depara com as responsabilidades tende a entender o zelo e o cuidado depositado nas ações transferidas pelos pais.

Se a sensação de tristeza e vazio é inevitável, dar a volta por cima é uma escolha. É possível, e muito saudável, que as pessoas identifiquem o que é amor e o que é apego e passem a cultivar o primeiro e desestimular o segundo. Aceitar o fato de que seus filhos cresceram e precisam passar para essa nova etapa da vida também é importante.

” A decisão de deixar a casa dos pais é subjetiva e tão íntima ao sujeito que não se pode dizer quem está certo ou errado. No entanto as consequências virão estando ou não dentro das casas. Nós vivemos numa cultura do tudo pode. Os pais querem dar aos filhos o que não tiveram, mas o exagero acaba afetando em alguma fase da vida. As carências não supridas”, destacou.

Quando os filhos partem, a vida não acaba. Apenas uma nova fase é inaugurada. Olhar para essa nova etapa da vida com esperança pode transformar totalmente as expectativas de um casal.